na Savassi

Bairro, Sticky Post

18 de novembro de 2010, às 16:53

Eco-brechó: roupas usadas sem preconceito

Hábito cult e ecológico é presença garantida nos brechós da Savassi.

Redação

Foto: naSavassi

Victor Charlier, proprietário do Lispector e otimista com o futuro dos brechós.

Na era do ecologicamente correto, se vestir com roupa de brechós deixou de ser apenas uma representação de estilo distinto, mas também de uma importância, ainda que pequena, com a sustentabilidade. Na década passada, era impensável acreditar que usar roupas antigas e usadas poderiam ser, além de um estilo singular para quem as usa, um auxílio ao atual consumo desenfreado.

Em terras além-mar, doar o que não usa para conhecidos ou vender para os brechós não é tabu. Os europeus estão a anos-luz dos brasileiros em relação ao maior desapego às suas roupas. O bacana é estar sempre reciclando, e não importa o quê. O lixo, os objetos pessoais ou as roupas.

Nós, brasileiros, ainda estamos nos acostumando com as “eco-ações”: a reciclagem do lixo, o uso da eco-bag e o preconceito velho e antigo de que usar roupa de brechó é cafona. Proprietários de brechós na Savassi, reduto de lojas de rua que atendem ao público das mais diversas personalidades, apontam que a procura por seus produtos tem aumentado nos últimos anos. “Procura o brechó quem quer usar roupa diferenciada, mulheres e homens dos mais novos aos mais velhos”, explicou Janaína Silva, vendedora do Brilhantina.

Os brechós atuais, além de venderem roupas de décadas passadas, também oferecem coleções próprias por preços mais acessíveis. O

Foto: naSavassi

Rodrigo Caixeta: Além de comprar e vender roupas para o brechó, colabora com o planeta.

Lispector é um deles que oferece essas duas opções. “Vem a filha, que traz a mãe e avô. Nosso público não tem preconceito”, afirma Victor Charlier, proprietário da loja.

Não resta dúvida de que a discriminação com o brechó é coisa do passado. Não só o público feminino e os gays tem o procurado. Heterossexuais também fazem parte da lista de compradores. Ainda não chegamos ao dia em que o fator exclusivo da compra seja a preocupação com a natureza, mas já evoluímos muito.

Rodrigo Caixeta, estudante de História, une o útil ao agrável ao escolher o preço menor e o estilo singular das roupas de brechó. Procura o vestuário charmoso e elegante do século XIX e mesmo não colocando a sustentabilidade em primeiro lugar ao fazer suas compras, colabora com ela.   “Não só compro, como vendo minhas roupas para os brechós que freqüento”, completa. Obrigada, Rodrigo, o planeta agradece.

1 comentário

  • Daniel

    Daniel

    Olá preciso saber se vocês tem roupas relacionadas ao anos 80 pois tenho uma banda do anos 80 e estamos pesquisando como será o vestimento da mesma. OK

    Fico no aguardo.

    em 06/10/11, às 12:13 | Responder

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