na Savassi

Bairro

11 de julho de 2012, às 16:44

Casa abandonada na Savassi começa a ser demolida

Em maio, a polícia encontrou no local 17 moradores de rua, a maioria menor de idade e até mesmo crianças de menos de 12 anos.

Redação

A casa abandonada localizada no número 1.022 da rua Rio Grande do Norte começou a ser demolida. No final de maio, a Polícia Militar entrou no local e encontrou 17 moradores de rua, dentre eles menores de idade e crianças com menos de 12 anos, que eram suspeitos de terem arrombado estabelecimentos comerciais na região da Savassi e cometido furtos na Praça da ABC e em outros pontos da regional Centro-Sul de Belo Horizonte.

Na época, a Associação da Igreja Metodista, proprietária da casa e de um edifício ao lado, no número 1.008, recebeu uma notificação da Prefeitura por danos e prejuízos causados ao município e a terceiros em decorrência da paralisação ou abandono dos imóveis e tinha sete dias úteis para interditar e manter limpos os dois locais. Segundo a Regional Centro-Sul da Prefeitura, os proprietários cumpriram com as exigências e evitaram a multa de R$ 9.385,95. A casa também já havia recebido um termo de intimição da Vigilância Sanitária no dia 14 de maio deste ano, que previa 20 dias úteis para que os proprietários adequassem o local às normas sanitárias, sob multa de R$ 1.545,33 em caso de descumprimento.

Moradores da casa abandonada eram suspeitos de arrombarem lojas da Savassi

No final de maio deste ano, a Polícia Militar realizou uma operação para conter os recentes casos de arrombamento a estabelecimentos comerciais, como o furto à loja do estilista Ronaldo Fraga, à Livraria Quixote e a outras lojas da rua Fernandes Tourinho. Participaram da operação 43 policiais e 12 viaturas.

Segundo o major Antônio Carlos Alves, comandante da 4ª Cia – responsável pelo policiamento da Savassi-, a casa abandonada estava sendo utilizada por cerca de 15 a 20 moradores de rua que poderiam ser os responsáveis pelos furtos às lojas da região. “Boa parte são menores que roubam para sustentar o vício em crack e no álcool. Alguns foram fotografados e conduzidos ao conselhos tutelar, mas não podemos prendê-los por não estarem em situação de flagrante”, afirma.

Polícia encontrou 17 moradores de rua no local, a maioria menor de idade e até mesmo crianças de menos de 12 anos.

De acordo com o tenente André de Oliveira Miguel, a presença dos moradores de rua no imóvel foi identificada há meses e a situação já foi denunciada ao proprietário, mas a polícia dependia do Ministério Público e da Prefeitura para desapropriar o local. Além disso, o policial afirma que a legislação facilita que os infratores continuem soltos.  ”A legislação dá brechas para que esses menores voltem, pois não podem ficar compulsoriamente internados. Apenas os maiores de idade que, mesmo sem flagrante, podem ser acusados de corrupção de menores”, explica.

Os dois andares da casa, que praticamente não possuíam móveis, estavam repletos de  roupas usadas, restos de lixo, fezes e material queimado.

O edifício ao lado, no número 1.008 da rua Rio Grande do Norte, também está abandonado, mas ainda não foi confirmada a presença de estranhos. Após a ocorrência, a Polícia ampliou o efetivo policial com mais duas viaturas do projeto polícia e família das 20h às 6h nos locais que concentraram mais arrombamentos. O projeto teve início em fevereiro quando 32 policiais iniciaram um contato com moradores e comerciantes para identificar as ocorrências e pontos de vulnerabilidade na região.

Comerciantes denunciam insegurança na Savassi

A loja de Ronaldo Fraga, na rua Fernandes Tourinho, foi invadida duas vezes entre abril e maio. “Aqui perto tem muito usuário de drogas e pouco policiamento. Isso ajuda a aumentar a criminalidade”, comenta Luanda Brandão, gerente da loja em Belo Horizonte. Já a livraria Quixote, no quarteirão ao lado, foi invadida três vezes no mesmo período. No último caso, os bandidos levaram computador, garrafas de bebidas, aparelhos celulares e dinheiro – mas não tocaram nos livros. “A rua fica vazia à noite e, depois das 19h, não tem policial por aqui”, reclama Alencar Perdigão, dono da livraria.

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