Proibição de celular acaba com as “saidinhas” de bancos?
Aprovação de Lei que inibe o uso de celular em agências bancárias pretende acabar com esse tipo de crime.
Um informante dentro da agência bancária, através do celular, passa as informações da vítima que está sacando dinheiro, para o criminoso que está do lado de fora. Ao sair do banco, o assalto ocorre e, muitas vezes, pode acabar em tiroteio. O golpe, conhecido como a “saidinha” do banco, está prestes a ser evitado em Minas Gerais, de acordo com a lei número 19.432, publicada na última semana no diário oficial do estado e sancionada pelo governador Antonio Anastasia.
Após 6 dias de aprovação da lei, as agências bancárias na Savassi ainda não se adequaram a ela. Os clientes continuam utilizando o telefone celular normalmente. O gerente de uma agência bancária localizada na Rua Pernambuco alega que ainda não recebeu nenhuma orientação dos órgãos responsáveis e tão pouco da matriz do banco, por isso ainda não foram colados cartazes de aviso, como manda o texto da Lei. A mesma resposta foi dada por gerentes de agências localizadas nas ruas Alagoas e Paraíba.
Pelo fato de ter tido um grande número de ocorrências desse tipo de crime nos últimos dois anos, partiu da Polícia Militar de Minas Gerais a movimentação para que a medida fosse aprovada o mais rápido possível. Segundo a assessora de imprensa do Comando de Policiamento da Capital, Débora Santos, “a proibição do uso de celulares nas agências irá atrasar a comunicação da quadrilha, dificultando assim a seleção da vítima.” Os bancos da cidade terão 180 dias para se adequarem à nova lei, que também determina a instalação de câmeras de vídeos dentro e fora das agências.
Ainda segundo a assessora, a responsabilidade de fiscalização será dos bancos, mas a Polícia Militar conta com o apoio da população, denunciando qualquer tipo ação suspeita.
Tatiana Mota, moradora da Savassi, acredita que a fiscalização da lei vai ser de difícil controle. “Como inibir o uso do celular, que é algo privado dentro de um ambiente público, onde circulam tantas pessoas?”, questiona. Para que a fiscalização desta lei seja de eficácia garantida, Tatiana sugere que o celular seja deixado fora da agência. “Apenas desta maneira, consigo enxergar a lei funcionando”, completa.
Segundo a nova lei, o cliente do banco só poderia falar ao celular em medidas de emergência, desde que a necessidade seja comprovada ao gerente.
Carlos Fernando, aposentado e morador da Savassi defende o uso do celular em casos urgentes. “Agora mesmo, minha família estava precisando falar comigo e eu tive que atender a ligação . Não acho que seja possível evitar que as pessoas usem o celular”, afirma.
Febraban
A Federação Brasileiro de Bancos ressalta que os bancos não têm poder de polícia para proibir o uso dos celulares nas agências. A posição da instituição é de que as agências adotem as providências para que a Lei seja cumprida. As dicas da Federação para que os clientes evitem a “saidinha” são:
- Evitar sacar valores altos em espécie. Preferir sempre as transações eletrônicas, que oferecem mais segurança, comodidade e eficiência. Exemplos: DOC, TED, transferência via telefone e Internet.
- Se tiver de realizar saques de valores altos, nunca contar dinheiro em público; se houver necessidade fazer em local reservado da agência. Algumas instituições possuem locais reservados para essa finalidade. Informe-se com um funcionário do banco.
- Não comentar com estranhos;
- Procurar ir ao banco sempre acompanhado;
- Ser discreto e rápido ao conferir o seu dinheiro e sair do banco;
- Desconfiar de pessoas que fiquem por longo período dentro das agências sem realizar qualquer operação;
- Caso sentir que está sendo observado ou seguido, entrar num local movimentado e acionar a Polícia Militar (tel. 190) e informar as características do observador;
- Ao efetuar depósitos no caixa eletrônico, tomar cuidado para que não haja troca de envelopes. Não pedir, nem aceitar ajuda de estranhos. Procurar, sempre, a ajuda de um funcionário do banco, identificado;
- Se desconfiar de que está sendo observado por suspeitos no interior de uma agência, procurar um funcionário do banco, identificado ou um segurança;
- Em caso de assalto, jamais reagir
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Localização
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