Vigilantes em greve realizam passeata na Savassi
Nesta quinta (15), vigilantes em greve realizaram uma passeata pela Savassi no horário do almoço. Eles ocuparam algumas faixas da avenida Getúlio Vargas, sentido Savassi/Serra, além de colar adesivos nas fachadas das agências bancárias situadas na região.
Os vigilantes estão em greve desde segunda (12), dia de início da greve dos ônibus.
Aílton é vigilante há 22 anos e trabalha nove horas por dia, em escala de três dias de trabalho por um de folga. Segundo ele, o piso estadual de R$ 1.000,26 não é suficiente para sustentar a família. “Chega final do mês e eu retiro R$ 700 para pagar todos os gastos. Além disso, é injusta a posição dos patrões que, ao invés de conceder aumento, querem retirar benefícios, como redução do adicional noturno”, desabafa.
“Exigimos uma qualidade de vida para o vigilantes, os patrões têm o direito deles, mas nós também temos o nosso”, diz Zé cláudio, vigilante há quatro anos.
A categoria reivindica reajuste de 16%, aumento de 30% no adicional de risco de vida e tíquete-alimentação no valor de R$ 18 por dia. A última proposta das empresas de vigilância oferecia 6,08% de reajuste adicional, aumento de 3% no risco de vida e tíquete diário de R$ 6,50.
Segundo o Sindicato de Vigilantes de Minas Gerais, ontem, 40 agências bancárias da capital ficassem fechadas ou tivessem o atendimento reduzido devido à greve.











