14ª edição da Festa Francesa acontece neste sábado na Savassi
Neste sábado (14), a Savassi recebe a 14ª edição da Festa Francesa. O evento, que vai das 12h às 22h, será realizado no mesmo local dos anos anteriores, na rua Pernambuco entre as ruas Cláudio Manoel e Santa Rita Durão, e a entrada é realizada mediante a doação de 1 kg de alimentos não perecíveis.
Além de comida – pratos foram especialmente criados para a ocasião pelo chef Carlos Chiari – e bebidas francesas - vinhos e champanhes selecionados -, a festa vai contar com apresentações circenses, banda de acordeon, gypsy jazz e discotecagem – que vai da lambada ao hip hop francês.
Como explica o cônsul honorário da França em Belo Horizonte, Manuel Pereira Bernardes, a ideia da festa é reforçar os laços entre o Brasil e a França. “Já existe um sentimento de francofilia muito grande em Minas Gerais, particularmente em Belo Horizonte. Então essa é uma festa de integração das comunidades francesa e brasileira”, afirma.
Segundo a organização do evento, em 2011, a Festa Francesa reuniu cerca de 8 mil pessoas e arrecadou quase 10 toneladas de alimentos. A festa acontece no dia em que se comemora 223 anos da queda da Bastilha, evento marcante para a Revolução Francesa e que motivou a criação do feriado Fête de la Fédération (Festa da Federação).
Curiosidade: a Torre Eiffel da Savassi
O ponto se transformou em uma assinatura da região. Exceto pelos mais desavisados, todos que conhecem a Savassi já viram a Torre Eiffel da rua Paraíba, próxima à esquina com a Inconfidentes. As especulações sobre a origem da réplica de quase 3m de altura são as mais variadas possíveis: alguns juram que foi a Prefeitura quem a trouxe, outros acreditam que era um ornamento de uma suposta loja de crepes que nunca existiu, há também quem afirme que foi obra de uma artista plástica que doou o objeto para a cidade. Boatos à parte, a verdadeira história pode ser ouvida um pouco mais acima na rua Paraíba, no número 1061, atrás de um portão pintado de azul.
Lá vive e trabalha Selma Weissmann, artista plástica nascida em Belo Horizonte e que mora no local há mais de 50 anos. Segundo ela, nem creperia nem Prefeitura: a Torre Eiffel da Savassi foi presente de uma boite gay. “Há cerca de 15 anos, havia uma boite GLS aqui ao lado, chamava-se Le Club. A torre era um chamariz da boite, havia um holofote embaixo, soltava fumaça, às vezes até havia homens dançando em cima dela”, conta.
De acordo com Selma, quando a boite fechou, os donos deixaram a estrutura no local. A Prefeitura chegou a perguntá-la se gostaria que a peça fosse retirada, mas ela defendeu a permanência da torre. “É uma marca da Savassi. Muita gente visita a torre, tiram fotos. Até já tentaram comprar, mas eu não quis nem saber o valor. Ela é da rua, da Savassi, não é minha”, defende. Ah, sobre os tempos da boite gay, Selma diz que nunca se incomodou com as perfomances descontraídas na torre, muito pelo contrário. “Era divertido, eu achava um barato”, conclui.












Legal a festa. Só não é legal o que fizeram com meu avô ano passado. Ele queria só atravessar a Pernambuco em direção à Santa Rita Durão e o fizeram dar a volta pela Paraíba, alongando o caminho em 3 quarteirões. Acho que ele merecia um pouco mais de respeito e consideração. Faltou bom senso.