

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>na Savassi &#187; cinema de buteco</title>
	<atom:link href="http://www.nasavassi.com.br/tag/cinema-de-buteco/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.nasavassi.com.br</link>
	<description>Informação para quem mora, trabalha e se diverte na Savassi</description>
	<lastBuildDate>Wed, 19 Jun 2013 17:17:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4.1</generator>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; A morte do Demônio</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-morte-do-demonio/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-morte-do-demonio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 17:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[morte do demônio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=24565</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. O Cinema de Buteco adverte: a crítica a seguir possui spoilers...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><strong>O Cinema de Buteco adverte</strong>: a crítica a seguir possui spoilers e deve ser apreciada com moderação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="A Morte do Demônio" src="http://i1.wp.com/www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/04/evil-dead-jane.jpg?resize=600%2C304" alt="evil dead jane 600x304 A Morte do Demônio" width="600" height="304" /></p>
<p>COSTUMAM DIZER POR AÍ QUE CRIAR EXPECTATIVA É RUIM, especialmente quando se trata de cinema. Pessoalmente, defendo que não há muita graça em viver alguma coisa sem criar o mínimo de esperanças, e confesso que <strong>A Morte do Demônio</strong>, de Fede Alvarez, era uma das obras que eu estava mais ansioso para assistir em 2012. Minhas apostas estavam lá em cima, e felizmente, a refilmagem do clássico dos anos 80 não foi ofuscada pela minha ansiedade. Não posso dizer que seja nem melhor ou pior que o original, é apenas bem diferente.</p>
<p>A trama é a mesma, no entanto. Um grupo de cinco jovens vai passar uns dias dentro de uma cabana distante e acabam despertando uma entidade demoníaca sedenta por sangue. Os clichês são ignorados quando o roteiro (revisado por <strong>Diablo Cody</strong>, cujo nome não aparece nos créditos) tenta dar maior profundidade aos seus personagens e adiciona detalhes inteligentes, como a dependência química de Mia (a competente Jane Levy), que por acaso é sorteada para ser possuída pelo coisa-ruim em pessoa.</p>
<p>Depois de <strong>O Segredo da Cabana</strong> abalar as estruturas do estilo com diversas citações ao A Morte do Demônio original, de 1981, como a cena em que a porta do porão abre de repente, deu uma certa decepção quando os personagens descobrem que existe algo podre lá dentro. Mas como mencionei acima, faz parte das alterações do roteiro e são eficientes para a narrativa. O que nunca muda é a incrível coragem dos heróis, que mesmo depois de perceberem que estão no mesmo local em que aconteceu um ritual satânico, permanecem inabaláveis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="A Morte do Demônio" src="http://i1.wp.com/www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/04/evil-dead-ops.jpg?resize=600%2C248" alt="evil dead ops 600x248 A Morte do Demônio" width="600" height="248" /></p>
<p>Apesar de seus defeitos, como não estabelecer uma conexão entre os acontecimentos da introdução com o decorrer da trama, Alvarez acerta em cheio quando instiga a imaginação do espectador em um momento em que o banheiro está completamente escuro e só escutamos um estranho barulho. Os mais atentos poderão intuir o que está acontecendo no canto da tela, mas mesmo assim, a cena é agonizante. Até agora estou com aquele maldito barulho na minha cabeça. O uso da <em>steadycam</em>, tão comum nos filmes originais, é quase que ignorado, sendo usado raras vezes.</p>
<p>A lendária cena do estupro selvagem é bem menos assustadora que a da versão original, além de cometer o equívoco de explicitar como Mia é possuída. A qualidade da produção e dos efeitos especiais acaba compensando o deslize, e é um dos principais pontos positivos da refilmagem. Ultimamente, muitas obras têm optado por abusar dos efeitos CGI, o que mais atrapalha do que ajuda quando se trata de tentar assustar o espectador com uma trama de possessão demoníaca. Os técnicos responsáveis pelos efeitos de A Morte do Demônio souberam usar a tecnologia a favor, como na parte em que Mia divide sua língua.</p>
<p>Para os fãs do Evil Dead original, prestem atenção no carro abandonado que está próximo da cabana. Existem diversas outras referências, inclusive ao segundo filme, mas o roteiro se leva a sério demais e ignora qualquer possibilidade de fazer piada com o horror vivido pelos seus personagens. Dependendo do ponto de vista, talvez não tenha sido uma decisão muito boa, pois a “graça” de Evil Dead estava justamente na falta de noção das suas cenas, como por exemplo a famigerada risada da namoradinha de Ash (Bruce Campbell).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="A Morte do Demônio" src="http://i0.wp.com/www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/04/evil-dead-jane-2.jpg?resize=600%2C316" alt="evil dead jane 2 A Morte do Demônio" width="600" height="316" /></p>
<p>A Morte do Demônio é um belo exemplar de horror, especialmente numa época em que poucas produções mainstream conseguem escapar do risco de serem ridículas. Mesmo sem fazer o espectador pular de susto na cadeira, como é o caso de <a title="Mama" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/criticas/terror/mama/"><strong>Mama</strong></a>, o remake consegue incomodar o suficiente para deixar os mais sensíveis com os cabelos arrepiados. Se a ideia for deixar a namorada (ou o namorado, vai saber) com medo e querendo passar a noite agarradinho depois da sessão, é sucesso garantido.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/JBfub8SbtvU" frameborder="0" width="600" height="315"></iframe></p>
<p><strong>Ps</strong>: não deixem de conferir os créditos até o final para uma surpresa imperdível.<br />
<strong>Ps2</strong>: especialmente por A Morte do Demônio, aguardem por uma lista de melhores beijos de 2012, no final do ano. Sério.</p>
<p><strong>Nota:<img title="A Morte do Demônio" src="http://i2.wp.com/www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip3.jpg" alt="caip3 A Morte do Demônio" width="185" height="50" /></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-morte-do-demonio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; Colegas</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-colegas/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-colegas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2013 21:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Sticky Post]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Colegas]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=23331</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. O QUE NOS FAZ HUMANOS? NOSSOS DESEJOS, ASPIRAÇÕES, ANSEIOS? OU MESMO...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Colegas" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Colegas-01-600x394.jpg" alt="Colegas 01 600x394 Colegas" width="600" height="394" /></p>
<p>O QUE NOS FAZ HUMANOS? NOSSOS DESEJOS, ASPIRAÇÕES, ANSEIOS? OU MESMO OS MEDOS, TRISTEZAS, INSEGURANÇAS? Seria essa busca incessante, e muitas vezes árdua, por felicidade em si e no outro? A procura que nos une e nos torna empáticos a quem nem sequer conhecemos? A dor que cremos ser uma só? A certeza é que não é possível ser humano em partes; e não será a cor de nossa pele, nosso gênero, orientação sexual, a fé que professamos, a língua que falamos, o local de nosso nascimento que nos dará humanidade. E certamente não será um número par de cromossomos. O que faz de <strong>Colegas </strong>admirável, apesar de seus claros problemas, não é o fato de seu trio de protagonistas serem portadores da Síndrome de Down, mas sim a luta sincera na tentativa de atingir suas realizações, demonstrando que não há limite para o sonho.</p>
<p>O filme inicia apresentando os três personagens principais, Stalone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pokk) e Márcio (Breno Viola). Eles vivem em uma instituição que abriga crianças e jovens com Síndrome de Down. Cada um tem uma história diferente de abandono ou rejeição por parte dos familiares. Por trabalhar na locadora do lugar, Stalone tem acesso a inúmeros filmes, e acaba se apaixonando por cinema. Por influência de seu filme favorito, <strong>Thelma e Louise</strong>, se junta aos amigos para roubar o carro do jardineiro e fugir rumo ao sul, onde cada um tentará realizar um sonho pessoal. Durante a fuga, e depois de roubar um posto de gasolina, eles vão cruzar o caminho de vários outros personagens, que podem ajudá-los ou atrapalhá-los nos seus planos, que incluem outros crimes.</p>
<p>É, você leitor esperto do Cinema de Buteco já percebeu, pelo parágrafo acima, que o longa adotará uma clara estrutura de road movie. Infelizmente, o diretor Marcelo Galvão, apesar de seu envolvimento emocional com o tema (ele convivia na infância com um tio que sofria da Síndrome), não está à altura do projeto. Filmando suas cenas de maneira deselegante e criando transições sem imaginação, o diretor torna seu filme excessivamente episódico e erra até mesmo nos princípios mais básicos da narrativa cinematográfica, como ao adotar uma narração em<em> off</em> absurda, uma vez que o narrador, Lima Duarte, é também personagem, e, por isso, não teria acesso aos sentimentos do trio.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Colegas" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Colegas-02.jpg" alt="Colegas 02 Colegas" width="597" height="336" /></p>
<p>Porém, esses são defeitos pequenos quando se percebe a que o diretor não compreende minimamente a estrutura que se propõe. Vamos lá; o filme não sabe dosar o tom de fábula, que marca as cenas do trio fujão, e realista, quando se concentra nos esforços policias (aliás, irritantes como poucos). Por vezes ele é extremamente sério nos momentos que acompanhamos os garotos, por outro os oficiais da lei são exageradamente ridicularizados. Essa indecisão chega ao ápice no terceiro ato na Argentina, um verdadeiro Frankenstein narrativo. O diretor não parece nem mesmo ter noção do material que tem em mãos, pois cria uma lógica de constantes referências a filmes. No entanto, se essa estratégia faz sentido ao lidar com o grupo liderado por Stalone, pois os personagens são apaixonados por cinema e por isso podem citar frases famosas, ao distribuir sem critério menções a outras obras, o sentido se perde. Além disso, é possível entender o amor que o trio sente pelo cinema como uma demonstração do que ele tem de lúdico, da capacidade dos filmes em nos levar para outros lugares e realidades. Mas da forma porca como é feito, esse conceito se perde. Vira uma caçada gratuita de referências.</p>
<p>O roteiro do próprio diretor é recheado de clichês, com diálogos sofríveis e situações absurdas (no mal sentido). Sem medo de criar uma história na qual a noção de jurisdição é desconhecida por todos (mas, ei, isso pode gerar só um conflitozinho internacional), o roteirista não liga em dar alguma profundidade aos seus personagens, que agem de acordo com o necessário no momento. Percebam como a dupla de policiais muda de opinião sobre os jovens de uma hora para outra, se comportando de maneira exemplar, quando, pouco antes, tinham sido extremamente abusivos. O pior, entretanto, é perceber como o estereótipo gay é usado em dois momentos diferentes no filme para gerar (sem sucesso) humor. Se em qualquer projeto isso seria reprovável, aqui se torna quase criminoso. Para ajudar, a montagem, também de Galvão (triplo combo), é capenga, saltando de uma cena a outra sem a menor coerência, o que transforma o filme, em seus meros 99 minutos, em uma experiência que parece ser bem maior.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Colegas" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Colegas-03-600x324.jpg" alt="Colegas 03 600x324 Colegas" width="600" height="324" /></p>
<p>Se Marcelo Galvão não consegue destruir toda a produção é devido ao extremo carisma dos intrépidos protagonistas e o respeito que o diretor claramente sente por eles. Ah como o filme melhora quando os três estão em cena à vontade (ou seja, sem protagonizar referências vazias a outros filmes, como<strong>Jules e Jim</strong>, que não acrescentam nada ao contexto). Sem mascarar a sua síndrome, cada um do trio tem uma personalidade encantadora. Stalone é um líder nato, por saber dirigir e ter uma autoconfiança que lhe permite criar planos e decidir o papel que os outros dois vão desempenhar nos roubos. Ele só fica abalado quando começa a se interessar por Aninha, menina sonhadora, que quer encontrar o amor e se casar. O olhar que ela dirige a um cantor em certo momento da trama é tocante. Há ainda o Márcio, que é… bom, o Márcio é folgado pra caramba, do tipo que oferece autógrafo no cartaz de procura-se com sua foto. O clima de camaradagem entre eles é evidente, e marca a interação de todos.</p>
<p>O filme não foge da condição dos protagonistas, e assim outros personagens remetem ao grupo como retardados ou “asiáticos meio esquimós”. A infantilização, óbvia devido à síndrome, os torna ainda mais interessantes, com seus abraços fortes e sentimento sincero. Assim, o trio faz uma reza sem sentido antes de comer, Stalone revela que um gesto romântico foi tomado enquanto “fazia cocô”, e Márcio pode celebrar um casamento, pois é “Deus de seu mundo”. Contudo, em uma decisão inteligente (e corajosa) do diretor (ei, tinha que ter algo), o filme não nega experiências adultas ao grupo, com Márcio se engraçando para cima de mulheres em uma festa (e respondendo, quando uma aponta que existem muitas diferenças entre eles, que ele gosta de gordas), e uma longa cena com closes dos beijos entre Stalone e Aninha, e mesmo a insinuação de uma noite de amor.</p>
<p>Pontuado por canções de Raul Seixas, o que faz completo sentido no contexto, e utilizando nos créditos finais fotos dos mais de 70 garotos com Síndrome de Down que participaram da produção,<strong>Colegas</strong>, mesmo com seus grandes defeitos, nos lembra de que o conceito de normalidade é muito mais amplo do que acreditamos. O narrador afirma que os personagens estavam “vivendo como adultos e se divertindo como crianças”. Não é o que queremos? Se Márcio precisa gritar que é normal é porque o trio não pode escapar de sua condição; eles são, como todos nós, humanos. Inabalavelmente humanos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-colegas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; Django Livre</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-django-livre/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-django-livre/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 20:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>naSavassi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Django Livre]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=22098</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. A CENA FINAL DE BASTARDOS INGLÓRIOS É CLARAMENTE UMA MANEIRA DO PRÓPRIO DIRETOR...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
	<div class="anuncio_adsense" style="width: 300px; height: 250px; float: right; margin: 0 0 15px 15px;">
		<script type="text/javascript"><!--
		google_ad_client = "ca-pub-5934821201698791";
		/* retangulo_pequeno */
		google_ad_slot = "6208531411";
		google_ad_width = 300;
		google_ad_height = 250;
		//-->
		</script>
		<script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"></script>
	</div>
	
	<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A CENA FINAL DE <strong>BASTARDOS INGLÓRIOS</strong> É CLARAMENTE UMA MANEIRA DO PRÓPRIO DIRETOR RECONHECER A QUALIDADE DO FILME, que até o lançamento de <strong>Django </strong><strong>Livre</strong>, era considerada a sua obra-prima. Parecia difícil acreditar que Quentin Tarantino pudesse se superar, mas é exatamente o que acontece no seu oitavo longa-metragem, que mantém as assinaturas dos trabalhos anteriores, com uma trilha sonora inspirada, atuações que prendem a atenção do espectador, diálogos inteligentes, violência gráfica explícita, além de homenagear os <em>westerns</em> de Sergio Leone, e tantas outras obras do gênero.</p>
<p>Django Livre apresenta a história de um escravo (Jamie Foxx) disposto a fazer de tudo para reencontrar sua esposa. Para isso, ele terá ajuda do Dr. Shultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas malandro, mas com um coração enorme. A dupla percorre um longo trajeto até conseguir notícias do paradeiro da esposa de Django, que atualmente é uma das escravas de Candyland, o lar do almofadinhas ignorante Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).</p>
<p>A vingança, elemento essencial de todos os filmes da carreira de Tarantino, guia Django através da época da Guerra Civil dos Estados Unidos. Após um breve treinamento com Shultz, o ex-escravo se transforma no gatilho mais rápido do sul e deixa um verdadeiro rastro de morte, sem poupar ninguém que lhe fez mal no passado ou que tente impedi-lo de resgatar Broomhilda (Kerry Washington). Assim como o diretor tem o hábito de deixar o espectador em situações delicadas (é inevitável rir de algumas das cenas mais violentas de seus filmes, por exemplo), Tarantino coloca a vingança como motivação para as ações e o desenvolvimento de todos os seus personagens. Django Livre é sutil ao mostrar as consequências de cada decisão tomada com o intuito de tomar a vida de outro, não poupando ninguém do castigo final.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/01/django-livre2-600x434.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: left;">Isso acaba funcionando como uma espécie de tentativa de apaziguar as críticas pelo excesso de violência gráfica, que muitas vezes é incompreendido. Se em Bastardos Inglórios, o cineasta encontrou uma maneira de satisfazer a vontade de criticar o nazismo, em Django Livre, ele toca na ferida da escravidão e as crueldades sofridas pela população negra dos Estados Unidos da época. É notável a forma como um famoso grupo racista é retratado, como verdadeiros imbecis, além, claro, da própria cena em que Tarantino faz uma participação especial quase que exclusivamente para dizer: “Ei, se você não gosta dos meus filmes, exploda-se!”. O resultado é o seu trabalho mais violento (esqueça a batalha final de<strong> Kill Bill: Volume I</strong>), e provavelmente, com mais repetições do termo pejorativo “<em>nigger</em>”. Samuel L. Jackson usa a palavra como se estivesse atirando com uma metralhadora.</p>
<p style="text-align: left;">A cena que introduz Dr. Shultz é escura, quase não dá para perceber o cuidado tomado para a criação da carruagem especial do personagem (aliás, os detalhes fazem a diferença em Django Livre: o nome Candie remete a doces, e em determinada cena, a câmera foca em várias balas sendo espalhadas pelo chão logo após o <strong>UFC dos escravos</strong>). Tarantino explicita suas influências no cinema de Sergio Leone ao usar um close no rosto de um dos vilões, que fica curioso para descobrir quem é o Dr. Shultz. Essa introdução é marcada pela tensão e o magnetismo da atuação de Waltz, que está ainda melhor do que o nazista vira-folha Hans Landa, em Bastardos Inglórios. Django Livre mantém a tradição de todos os filmes do cineasta começarem em alto nível, ainda que perca para a tensa cena da fazenda no trabalho anterior.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Django Livre" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/01/django-livre-waltz-600x337.jpg" alt="django livre waltz 600x337 Django Livre" width="600" height="337" /></p>
<p>DiCaprio também se destaca. Seu personagem demora para entrar em cena, mas não leva mais de dois minutos para começar a cativar o espectador. O ator, que inclusive esteve cotado para viver Hans Landa, tem a sua primeira oportunidade de trabalhar com Tarantino e de viver o primeiro vilão de sua carreira em uma produção de respeito (sério, <strong>O Homem da Máscara de Ferro</strong> não, né?). O vilão Calvin Candie demonstra frieza com seus escravos, ou mercadorias, mas ao mesmo tempo, mantém uma relação quase paternal com Stephen (Jackson), que é um grande conselheiro e uma figura de respeito na vida de Calvin.</p>
<p>A seleção do repertório das trilhas sonoras sempre foi um dos pontos positivos das obras de Tarantino. Desta vez, ao invés de vasculhar o seu baú musical, o diretor optou por inovar e utilizar canções de rap junto do tema de Django, de Sergio Corbucci; uma faixa inédita do lendário Ennio Morricone; entre outras. A escolha se revelou acertada já nos trailers, que eram embalados por “Payback”, de James Brown. Uma das melhores cenas de Django Livre acontece durante a caminhada dos personagens rumo a Candyland. Ao som de “Black Coffins”, de Rick Ross, a câmera foca nos passos dos escravos. A atmosfera pesada é potencializada pela música, deixando claro que todos ali sabem que estão condenados.</p>
<p>Outra novidade em relação aos filmes anteriores, exceto <strong>À Prova de Morte</strong> e <strong>Jackie Brown</strong>, é a estrutura narrativa. O filme não é dividido por capítulos e nem foi montado de uma maneira completamente não linear, como é o caso de <strong>Pulp Fiction</strong>. Um exemplo é a edição da divertida sequência em que Jonah Hill faz sua participação especial. Palmas para o trabalho de Fred Raskin, o montador que teve a difícil missão de substituir Sally Menke, antiga parceira de Tarantino que faleceu recentemente.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Django Livre" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/01/django-livre-600x419.jpg" alt="django livre 600x419 Django Livre" width="600" height="419" /></p>
<p>Por último, podemos considerar Django Livre como o mais próximo que Tarantino chegará de lançar um filme romântico algum dia, como disse nossa querida<strong> Larissa Padron</strong>. Entre tantos tiros, buracos pelo corpo, lutas de escravos, e litros de sangue, existe espaço para o romance trágico de Django e Broomhilda, que aparece de forma natural ao longo do roteiro. Destaque para o belo momento musical, ao som de “<a title="Freedom Django Unchained " href="http://www.youtube.com/watch?v=_bdOTUocn5w" target="_blank">Freedom</a>”, de Anthony Hamilton e Elayna Boynton, que é o momento em que o diretor dedica espaço para um flashback da vida do casal. Acredito que a vingança nunca foi tão nobre em uma obra de Tarantino, que também aborda a questão da liberdade de uma maneira sutil através da maneira como o herói monta no cavalo durante os momentos finais. Reparem que a sela do animal é retirada, enquanto Django anda em <em>slow motion</em> (poucas vezes assisti a cenas tão interessantes em câmera lenta, especialmente no momento das chicotadas) e parte para o ato final de… vingança. Ou amor. Sei lá.</p>
<p>Existem críticas quanto a forma que Quentin Tarantino vem fazendo cinema. Para alguns críticos, como <strong>Ana Maria Bahiana</strong>, o diretor insiste em repetir suas velhas fórmulas, de utilizar referências, de permanecer sempre na sua zona de conforto ao invés de encarar o desafio de evoluir. O tipo de filme produzido pelo diretor visa sempre a mistura de entretenimento com homenagens ao cinema, e considerando a proposta, ele continua fazendo isso muito bem. Django Livre é um exemplo claro do seu talento e eficiência, e o atestado de que ele também não precisa seguir o caminho de outros cineastas que se reinventaram com o passar dos anos. O público quer exatamente o que Tarantino está disposto a oferecer, e parece que a relação continuará inalterada por muito tempo. Felizmente.</p>
<p><strong>Nota:<img title="Django Livre" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip4.5.jpg" alt="caip4.5 Django Livre" /></strong><br />
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-django-livre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; A Viagem</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-viagem/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-viagem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 15:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=22008</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. APESAR DE DURAR QUASE TRÊS HORAS e ser um tanto arrastado,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
	<div class="anuncio_adsense" style="width: 300px; height: 250px; float: right; margin: 0 0 15px 15px;">
		<script type="text/javascript"><!--
		google_ad_client = "ca-pub-5934821201698791";
		/* retangulo_pequeno */
		google_ad_slot = "6208531411";
		google_ad_width = 300;
		google_ad_height = 250;
		//-->
		</script>
		<script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"></script>
	</div>
	
	<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>APESAR DE DURAR QUASE TRÊS HORAS e ser um tanto arrastado, foi uma surpresa refletir positivamente sobre o ambicioso <strong>A Viagem</strong>, adaptação de uma obra literária que por muito tempo foi considerada complicada de ser levada para o cinema. Diante de inúmeras histórias paralelas e com tudo interligado, imagino como deve ser difícil entender a obra original. Felizmente, apesar de complicadinho no começo, os roteiristas conseguiram realizar um bom trabalho e o novo filme dos irmãos Wachowski (<strong>Matrix</strong>) merece uma atenção especial.</p>
<p>Co-dirigido por Tom Tykwer (<strong>Corra, Lola, Corra</strong>), a produção, que tem o mesmo nome daquela antiga novela global, apresenta seis histórias distintas conectadas de algumas forma. Mais ainda: o grande elenco reunido pelos diretores está presente em cada uma das histórias, mas para encontrar todos é preciso ver e rever <strong>A Viagem</strong> algumas vezes. Explorando muito de filosofia budista e dos karmas de nossas várias vidas, o roteiro revela ter outra semelhança com a novela estrelada por Christiane Torloni: como os nossos erros do passado retornam no presente (e futuro, como é visto), a tal da lei de causa e efeito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="A Viagem" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2013/01/cloud-atlas2-600x395.jpg" alt="cloud atlas2 600x395 A Viagem" width="540" height="356" /></p>
<p>Tom Hanks, Hugh Grant, Hale Berry, Jim Sturgess, Ben Whishaw, Jim Broadbent, Susan Sarandon, Doona Bae e Hugo Weaving (que retoma sua parceria com os diretores da trilogia <strong>Matrix</strong>) são os protagonistas de <strong>A Viagem</strong>. Hanks estrela uma versão futurista de um mundo apocalíptico; Berry é uma jornalista investigando uma usina nuclear; Sturgess está na época dos escravos e embarca numa longa viagem para casa; Broadbent é vítima de uma vingança cruel de seu irmão e vai parar num asilo; Whishaw é um ambicioso compositor tentando criar sua obra-prima; e Bae narra todos os eventos que a transformaram em uma líder revolucionária no futuro. As histórias são interligadas sutilmente, inclusive com uma bela transição de uma cena para outra, mas os méritos principais estão nas atuações de Broadbent e Weaving, que estão brilhantes.</p>
<p>Antes de dizer que estou apenas elogiando o filme por temer uma reação semelhante à de um dos personagens de Tom Hanks depois de ser criticado, <strong>A Viagem</strong> não é perfeito. Pessoalmente, tive um problema com a duração do filme (o que ficou explícito no começo do texto). Nada contra obras longas, sou fã das trilogias de <strong>O Poderoso Chefão</strong> e <strong>O Senhor dos Anéis</strong>, por exemplo, mas é diferente. Ainda que a montagem seja cuidadosa e o filme não tenha grandes quebras de ritmo, é forte a impressão dele ser cansativo. Talvez a culpa seja de algumas histórias mais fracas, como Jim Sturgess sofrendo durante uma interminável viagem de navio ou Tom Hanks e Hale Berry buscando uma maneira de sobreviver num futuro apocalíptico. Mas as tramas envolvendo o velhinho fugitivo (Jim Broadbent) da versão sádica do <strong>Exótico Hotel Marigold </strong>ou toda a trama do compositor conquistam desde o começo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://a69.g.akamai.net/n/69/10688/v1/img5.allocine.fr/acmedia/medias/nmedia/18/93/36/74/20251907.jpg" alt="" width="560" height="283" /></p>
<p>Misturando sci-fi com comédia, conspirações corporativas e dramas envolvendo a escravidão, o destaque maior vai para a direção de arte e fotografia. Em uma das tramas, a que envolve um sósia do Spock (<strong>Jornada nas Estrelas</strong>) no universo de <strong>Blade Runner – O Caçador de Andróides</strong>, fica praticamente impossível não se lembrar do resultado visto no filme de Ridley Scott. Já na versão do futuro apocalíptico estrelado por Hanks e Berry, a primeira lembrança é dos planetas apresentados na trilogia mais recente de <strong>Star Wars</strong>.</p>
<p>Se você for um espectador em busca de um “<em>filminho pipoca mimimi</em>” para gastar o seu tempo dando uns amassos, peço um favor: não saia dizendo que detestou tudo, pois certamente não é verdade, considerando que seus olhos estavam fechados na maior parte do tempo. <strong>A Viagem</strong> é uma experiência pretensiosa, que acabou sendo injustamente mal recebida por muitas pessoas, mas que realmente cresce depois de uma boa reflexão. Abra o seu coração, faça uns treinos de Yoga para exercitar a paciência, e então vá para o cinema. Talvez você se surpreenda e descubra que… ahnm, tudo está conectado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blogs.diariodonordeste.com.br/blogdecinema/wp-content/uploads/2012/10/a-viagem-600x398.jpg" alt="" width="540" height="358" /></p>
<p><strong><br />
Nota:<br />
<img class="alignleft" title="A Viagem" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="caip3.5 A Viagem" /></strong></p>
<p align="JUSTIFY"></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-a-viagem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; O Hobbit</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-hobbit/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-hobbit/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 13:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbit]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=21307</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. DEZEMBRO É UM MÊS DE BOAS RECORDAÇÕES PARA OS FÃS DO...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
	<div class="anuncio_adsense" style="width: 300px; height: 250px; float: right; margin: 0 0 15px 15px;">
		<script type="text/javascript"><!--
		google_ad_client = "ca-pub-5934821201698791";
		/* retangulo_pequeno */
		google_ad_slot = "6208531411";
		google_ad_width = 300;
		google_ad_height = 250;
		//-->
		</script>
		<script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"></script>
	</div>
	
	<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>DEZEMBRO É UM MÊS DE BOAS RECORDAÇÕES PARA OS FÃS DO LEGADO DE J.R.R. TOLKIEN. Há pouco mais de 10 anos, o cineasta Peter Jackson embarcava na sua maior aventura como profissional e o resultado foi uma experiência única para os cinéfilos e especialmente os leitores mais ávidos por uma adaptação competente da trilogia <strong>O Senhor dos Anéis</strong>. Quem diria que tanto tempo depois, Jackson teria a sua própria jornada inesperada que culminaria no seu retorno para a Terra Média na trilogia <strong>O Hobbit.</strong></p>
<p>Guillermo del Toro (que recebe uma menção especial durante os créditos finais) seria o diretor de O Hobbit, na época em que o projeto ainda estava previsto para se dividir em dois filmes. Porém, com os atrasos nas filmagens, ele acabou desistindo e sobrou para Jackson assumir a adaptação. Apesar de ter abandonado a direção, a contribuição de del Toro é visível para os cinéfilos. Claro que fica a grande questão: <strong>O Hobbit: Uma Jornada Inesperada</strong> seria um filme melhor se fosse dirigido por outra pessoa? A pergunta é válida no sentido de buscar uma abordagem distinta do que foi visto em O Senhor dos Anéis, mas a verdade é que ninguém conhece tanto da Terra Média quanto Jackson. O Hobbit é uma história completamente diferente e que permite uma mudança de tom, tendendo mais para o humor e as fábulas. Mesmo com tudo preparado para oferecer algo novo, Peter Jackson acabou escorregando um pouco, mas não o suficiente para estragar o “recomeço” do Senhor dos Anéis.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-21308 aligncenter" title="o hobbit" src="http://www.nasavassi.com.br/wp-content/uploads/2012/12/hobbit-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p>Estrelado por Ian McKellen (como Gandalf) e Martin Freeman (Bilbo Bolseiro), a Jornada Inesperada narra os eventos que antecedem a saga do Um Anel e apresenta o hobbit em uma aventura com um grupo de 13 anões liderados por Thorin, Escudo de Carvalho (Richard Armitage). Eles partem em busca de vingança contra o dragão Smaug, mas terão que lidar com pequenos desvios no meio do caminho – afinal de contas teremos um total de aproximadamente nove, dez horas com toda a nova trilogia, no mínimo.</p>
<p style="text-align: left;">Assim como aconteceu em <strong>A Sociedade do Anel</strong>, o diretor oferece ao público uma abertura de tirar o fôlego. A estonteante cidade de Erebor, reino do avô e pai de Thorin, começa a ser atacada por um dragão gigantesco, a besta conhecida como Smaug. Usando o <em>know how</em> de quem já trabalhou com o clássico <strong>King Kong</strong>, Jackson acerta em cheio ao mostrar o dragão apenas de relance e deixar o espectador curioso para o que virá no filme seguinte, <strong>A Desolação de Smaug</strong>.</p>
<p style="text-align: left;">Os momentos iniciais me deixaram boquiaberto e com lágrimas sambando pelos olhos. Fora a sequência acima, descobrir que o filme é narrado a partir do exato dia da festa de despedida de Bilbo em <strong>A Sociedade do Anel</strong> também foi um belo acerto da equipe. Freeman fez um trabalho incrível ao conseguir recriar os olhares e características de Ian Holm. Se tratando de um filme com muitos personagens e com pouca (ou nenhuma) possibilidade de aprofundamento na personalidade de cada um, é gratificante ver um desempenho tão surpreendente. McKellen e Armitage também estão bem, mas só mesmo Andy Serkis (Gollum) consegue ofuscar o brilhante Bilbo Bolseiro de <strong>Uma Jornada Inesperada</strong>. Diga-se de passagem, os efeitos CGI que dão vida para a atormentada criatura Gollum estão ainda melhores, como era de se esperar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="wp-image-21310 aligncenter" title="o hobbit filme" src="http://www.nasavassi.com.br/wp-content/uploads/2012/12/o-hobbit-filme.jpg" alt="" width="540" height="422" /></p>
<p style="text-align: left;">Repetindo a fórmula da estrutura de <strong>A Sociedade do Anel</strong> (existe até uma cena em que você fica esperando o Gandalf gritar: “<em>You shall not pass!</em>”), Jackson decide recriar, de certa maneira, os personagens da trilogia. Nesse caso, Thorin seria como o Aragorn; Kili e Fili seriam uma mistura bizarra de Legolas com Merry e Pippin; diria que o Balin pudesse ficar bem como o Sam da vez, mas imagino que não seja correto falar isso. Era só para não deixar o hobbit de fora. O curioso é que mesmo contando com nove personagens, A Sociedade do Anel tinha diálogos bem trabalhados e que passariam longe dos embaraçosos momentos presenciados ao longo de Uma Jornada Inesperada, incluindo o discurso clichê de Thorin no final.</p>
<p style="text-align: left;">Parece que Jackson desaprendeu como se filma sequências de batalhas, pois a maioria das lutas envolvendo os anões ficou confusa demais para se entender o que de fato está acontecendo. E isso é realmente algo muito sério se tratando do homem que fez uma das maiores batalhas da história do cinema em <strong>As Duas Torre</strong>s. As lutas de O Hobbit acontecem no escuro, mas mesmo assim não são tão complexas quanto aos eventos acontecidos em Helm`s Deep. Como se não bastasse a câmera maluca nas lutas, o diretor optou por incluir um<em> slow motion</em> completamente dispensável quando os anões se deparam com os orcs na montanha. Se Jackson queria disfarçar a bagunça, acabou piorando a situação.</p>
<p>Jackson retomou a parceria com o compositor Howard Shore, que dessa vez entregou um score inferior ao trabalho realizado há 10 anos. A dupla acerta em trazer de volta alguns temas antigos, como “Old Friends” (a música do Condado), e o tema principal (que ganha uma nova versão, “The Adventures Begins”, durante a sequência em que Bilbo corre para alcançar os anões no começo do filme), mas fora o imponente (e arrepiante) tema dos anões, “Misty Mountain” e suas variações (“Roast Mutton”), a trilha não possui a mesma carga de emoção de O Senhor dos Anéis. Pode até ser que ela cresça com o passar do tempo (e das revisões), mas a primeira impressão não foi das melhores.</p>
<p>A opção por uma nova trilogia pode ter deixado muita gente desconfiada, afinal o texto original é menor do que qualquer um dos três volumes de O Senhor dos Aneis, mas o roteiro adicionou muitas informações retiradas dos apêndices da trilogia, além de material inédito. Resta saber como tudo isso funcionará quando o espectador poder ver os três filmes como um só. Ainda que não tenha a mesma força dos filmes anteriores, <strong>O Hobbit: Uma Jornada Inesperada</strong> marca o reencontro dos fãs com Jackson e os personagens de Tolkien. Pelos próximos dois anos teremos compromissos garantidos com Bilbo, Gandalf, Thorin e até outros velhos conhecidos, como o elfo Legolas (Orlando Bloom). Que venham os próximos dois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota:<img title="O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="caip3.5 O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" /></strong></p>
<p><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/criticas/o-hobbit-uma-jornada-inesperada/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/criticas/o-hobbit-uma-jornada-inesperada/" target="_blank"><strong>Spoilers: Leia o texto completo do Cinema de Buteco com comentários de momentos especiais do filme. </strong></a></p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-hobbit/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; Argo</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-argo/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-argo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 15:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Argo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Cinemark]]></category>
		<category><![CDATA[horários]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=20285</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. Aproveite e veja o que está em cartaz nos cinemas da...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. Aproveite e veja <span style="color: #008000;"><a title="http://www.nasavassi.com.br/cultura/programacao-dos-cinemas-na-savassi-911-a-1511/" href="http://www.nasavassi.com.br/cultura/programacao-dos-cinemas-na-savassi-911-a-1511/" target="_blank"><span style="color: #008000;"><strong>o que está em cartaz nos cinemas</strong></span></a></span> da região.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Argo" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/argo--600x400.jpg" alt="argo  600x400 Argo" width="600" height="400" /></p>
<p>ARGO É UM DRAMA INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL. É bastante improvável acreditar que os eventos narrados no longa-metragem dirigido por Ben Affleck sejam verdadeiros, mas podem confiar: o roteiro de Chris Terrio é baseado em um artigo publicado em um jornal e que revelou para o mundo inteiro a verdade sobre o resgate de seis reféns norte-americanos no Teerã, no começo dos anos 80.</p>
<p>Durante um atentado na embaixada norte-americana no Teerã, 52 pessoas são feitas com o reféns e seis conseguem escapar sem serem vistas. A CIA intervém antes dos terroristas descobrirem que foram enganados e um especialista em resgate inventa um plano mirabolante para conseguir salvar as suas vidas: com o apoio de um produtor de cinema, ele busca patrocínios para rodar um filme falso no país e fingir que os reféns são parte de sua equipe de produção. O filme gira em torno de toda a concepção do plano até o momento em que ele é colocado em ação, gerando várias sequências tensas.</p>
<p>Nunca tive grandes problemas com a carreira de Affleck como ator, exceto por um filme ou outro que realmente deveriam ser banidos de qualquer locadora ou acervo virtual que exista por aí. Ainda assim é uma grata surpresa descobrir que seu talento como realizador é infinitamente superior a tudo que demonstrou até hoje como ator. Mais surpreendente ainda é perceber como a própria atuação do ator melhora quando ele está no comando de tudo. <strong>Argo</strong> pode até não ser o seu melhor filme até o momento (entre <strong>Medo da Verdade</strong> e <strong>Atração Perigosa</strong>, costumo preferir o segundo), mas certamente é mais uma grande demonstração de que ele se encontrou e está no caminho para se tornar um grande diretor.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Argo" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/argo-2-600x400.jpg" alt="argo 2 600x400 Argo" width="600" height="400" /></p>
<p>As atuações do restante do elenco também merecem uma atenção especial. Bryan Cranston finalmente parece ter acertado em uma escolha no cinema depois de encarar participações minúsculas (<strong>Contágio</strong>, de Steven Soderbergh) e bombas (<strong>O Vingador do Futuro</strong>, de Len Wiseman), o protagonista do seriado <strong>Breaking Bad</strong> interpreta um agente da CIA que auxilia o personagem de Affleck na extração dos reféns. No entanto, o melhor está em John Goodman e Alan Arkin, que apesar de ficarem responsáveis do alívio cômico de <strong>Argo</strong>, conseguem cumprir sua missão de maneira brilhante e hilária. O personagem de Arkin até chega a criar um bordão para a produção: “<em>ar-go fuck yourself</em>”, que é usada em diversos momentos sempre com um excelente timing cômico.</p>
<p>A estratégia utilizada pela CIA para resgatar os reféns acaba rendendo cenas hilárias, ainda que se trate de um filme sério. Durante toda a parte da leitura do roteiro do filme falso, é impossível não rir dos atores vestidos como personagens de <strong>Star Wars</strong> e <strong>Flash Gordon</strong>. Como se não bastasse todo o episódio envolvendo o resgate dos reféns ser completamente inacreditável, o filme <em>fake</em> consegue ser ainda mais surreal – para a alegria do espectador que irá se divertir muito com as cenas.</p>
<p>Em determinado momento do filme, pouco antes do terceiro ato, os personagens parecem ter um raro momento de descontração e se reúnem para comemorar a possibilidade de conseguir escapar do Irã. Além das bebidas, a música escolhida é “When The Levees Break”, do Led Zeppelin, o que reforça a atmosfera momentaneamente otimista daqueles personagens.</p>
<p>O climax de <strong>Argo</strong> é capaz de tirar o fôlego até mesmo do mais chato dos espectadores. Digamos que até quem foi para o cinema apenas para dar uns pegas no namorado (a) irá parar e prestar atenção de tão bom que é. O curioso é que você já assiste ao filme sabendo que tudo deu certo no final das contas e que não há a menor necessidade de criar preocupações, porém a montagem do filme aumentou demais a tensão. Sem entrar em spoilers, a sequência do aeroporto ficará marcada na história da carreira de diretor de Ben Affleck. Para a sorte dos fãs, se algum dia ele conseguir construir alguma cena que supere o terceiro ato inteiro de <strong>Argo</strong>, estaremos diante uma verdadeira obra-prima.</p>
<p>Segundo a crítica especializada, <strong>Argo</strong> poderá ser reconhecido com algumas indicações ao Oscar de 2013. Sem querer entrar no mérito da suposição, a produção até merece uma atenção especial da Academia, mas mais importante ainda é a confirmação de que a carreira de Affleck e seus dois filmes anteriores não foram acidentes felizes. Com uma direção segura, e conduzindo os atores de uma maneira eficiente, o diretor ainda terá muitas outras oportunidades de surpreender ao público e crítica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota:<img title="Argo" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip4.jpg" alt="caip4 Argo" /></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-argo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco: Magic Mike</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-magic-mike/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-magic-mike/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2012 16:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>naSavassi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Magic Mike]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=20198</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. DIZEM QUE A VIDA DE CHANNING TATUM ANTES DA FAMA INSPIROU...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/magic-mike.jpg" alt="" width="480" height="320" /></p>
<p>DIZEM QUE A VIDA DE CHANNING TATUM ANTES DA FAMA INSPIROU O ROTEIRO DE MAGIC MIKE. Se é verdade ou não, pouco importa para mudar o fato do filme ser uma espécie de <strong>Showgirls</strong>, de Paul Verhoeven, para garotas. E garotos também, por que não? Afinal de contas, estamos diante um conto de fadas sobre um cara “legal”, que tenta ganhar a vida da maneira mais fácil, mas que tem consciência de que seu estilo de vida é equivocado.</p>
<p>Dirigido por <strong>Steven Soderbergh</strong>, a produção até tenta disfarçar, mas o lance mesmo é valorizar a bela forma física de seu elenco masculino. Tatum sempre mostrou ser musculoso e felizmente tem carisma e talento para conseguir se bancar sem depender do <em>sex appeal</em>. O mesmo pode ser dito de Matthew McConaughey, que surpreende bem mais por não ser um quase coroa com pochete do que pelo seu desempenho dramático, que nunca foi questionado. O outro protagonista é a jovem promessa Alex Pettyfer, que faz bem o papel de adolescente delinquente sem nada na cabeça. É complicado julgar o ator pelo seu trabalho em <strong>Magic Mike</strong>, especialmente quando se tem a lembrança do horroroso <strong>Eu Sou o Número 4</strong> fresca na lembrança, mas Pettyfer não compromete em nenhum momento.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Magic Mike" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/magic-mike-alex-pettyfer-600x398.jpg" alt="magic mike alex pettyfer 600x398 Magic Mike" width="486" height="322" /></p>
<p>Magic Mike (Tatum) é um empreendedor que busca juntar dinheiro o suficiente em seus trabalhos paralelos para investir na sua carreira criando seus móveis personalizados (sem pensar besteira, por favor). Enquanto não tem grana para bancar um financiamento no banco, o cara se divide em vários bicos, dentre eles consertar telhados. É justamente sob o teto de alguma família feliz que ele conhece o aborrecente Adam (Pettyfer). Os dois acabam fazendo uma amizade e Adam é convidado para trabalhar no “outro” emprego de Mike, numa boate muito louca comandada por um cowboy perdido chamado Dallas (McConaughey).</p>
<p>Adam acaba descobrindo uma maneira de aproveitar melhor a sua juventude, tendo sexo, drogas e muito dinheiro fácil ao alcance de suas mãos. Enquanto ele se esbalda, com direito até mesmo a uma transa com uma gótica doidinha com um porquinho de estimação, Mike se apaixona pela irmã de Adam e começa a repensar a sua vida como um stripper de 30 anos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Magic Mike" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/magic-mike-riley-keough.jpg" alt="magic mike riley keough Magic Mike" width="500" height="334" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Faltava um toque feminino nesta crítica</em></p>
<p>O roteiro tenta dar profundidade para os dramas de Mike, mas a verdade é que o personagem não consegue transmitir muita profundidade. Ele simplesmente é aquilo, um burro de carga que tem o seu sonho, mas se acomodou e dá desculpas para abandonar o “negócio”. As subtramas são pouco exploradas e fica a impressão de que o filme não apresenta o desenvolvimento de seus personagens. O público apenas senta, assiste várias cenas constrangedoras (ok, vale uma ressalva: eu não acho que os homens irão se interessar muito em pagar o ingresso para ver um monte de bengaludos rebolando, então não há constrangimento para as garotas. Mas se por acaso, cara leitora, o seu namorado insistir para ir assistir <strong>Magic Mike</strong> no final de semana, aconselho uma denúncia nesse <a href="http://www.facebook.com/mocaseunamoradoegay?fref=ts">link aqui</a>, <a href="http://www.facebook.com/mocaseunamoradoegay?fref=ts">oh</a>) e pronto. Os personagens tentam dizer que evoluíram, que algo aconteceu, mas fora o brilhante <em>insight</em> de Mike durante o stripper de Dallas, nada tem muito valor. Também é interessante a escolha de Cody Horn para representar a vida “real”, uma atriz que embora seja bonita não tem o corpo escultural que estamos acostumados a ver em outras mulheres em filmes de Hollywood.</p>
<p>Existe espaço para o senso de humor. A cena mais explícita de <strong>Magic Mike</strong> mostra o verdadeiro segredo do “sucesso” do personagem de Joe Manganiello, cujo instrumento de trabalho deixaria<strong>Michael Fassbender com inveja</strong>. Outras cenas divertidas envolvem Adam, que passa por situações embaraçosas depois que esquece sua bolsa recheada de acessórios na sala e tem que encarar uma dura da irmã. (“Não é o que parece, irmã” – isso porque ele estava com um gilette e raspando a perna); e também quando descobre a profissão noturna de Mike.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Magic Mike" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/magic-mike-matthew-mcconaughey.jpg" alt="magic mike matthew mcconaughey Magic Mike" width="503" height="378" /></p>
<p>David Holmes, compositor habitual dos filmes de Soderbergh, não assina a trilha sonora de Magic Mike e sua ausência é sentida. A música do filme é pouco inspirada, deixando os fãs do trabalho do musico imaginando como seria ouvir suas faixas embalando a trama. Apesar da falta de um nome forte no departamento musical, o filme faz uma espécie de homenagem para o clássico “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=geC2gHZ6m2g">Its Raining Men</a>”, de The Weather Girls. Alguém em sã consciência ousaria ignorar o hino dos <em>gogoboys</em> em um longa-metragem sobre o trabalho (duro) deles?</p>
<p><strong>Magic Mike</strong> é um filme para moças cansadas da mesmice de seios e bundas na maioria dos filmes de Hollywood. Parece que Soderbergh até chega a gritar: “é hora da vingança feminina!” ao longo do longa-metragem. Observando por este lado, é provável que o resultado agrade em cheio as cinéfilas. Mas se tratando de cinema é uma história pouco original e que pouco acrescenta para o curioso currículo do diretor, que agora poderá se gabar de ter feito um conto de fadas masculino sobre a dolorosa vida de um stripper nos Estados Unidos. Quem dera a vida real fosse tão glamourosa (e divertida) assim, acho que conheço vários garotos que se interessariam por uma vida dessas… Eu, inclusive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><br />
</strong><strong>Nota:<img title="Magic Mike" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip2.5.jpg" alt="caip2.5 Magic Mike" /></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-magic-mike/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; As vantagens de ser invisível</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-as-vantagens-de-ser-invisivel/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-as-vantagens-de-ser-invisivel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2012 18:18:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[As vantagens de ser invisível]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[Pátio Savassi]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=19556</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. APESAR DE TER VISTO MUITO MATERIAL PROMOCIONAL DO FILME AS VANTAGENS...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel-.jpg"><img class="aligncenter" title="As Vantagens de Ser Invisível" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel--600x222.jpg" alt="As vantagens de ser invisivel  600x222 As Vantagens de Ser Invisível" width="600" height="222" /></a></p>
<p>APESAR DE TER VISTO MUITO MATERIAL PROMOCIONAL DO FILME AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL, eu não sabia muito sobre a produção, exceto que Emma Watson (a Hermione da franquia <strong>Harry Potter</strong>) fazia parte do elenco.</p>
<p><span style="color: #008000;"><a title="http://www.nasavassi.com.br/promocao/promocao-ganhe-ingressos-para-o-filme-as-vantagens-de-ser-invisivel/" href="http://www.nasavassi.com.br/promocao/promocao-ganhe-ingressos-para-o-filme-as-vantagens-de-ser-invisivel/" target="_blank"><span style="color: #008000;"><strong>Concorra a ingressos para o filme</strong></span></a></span></p>
<p>Só quando assisti ao trailer é que fiquei sabendo que o filme se tratava de um drama que conta a história de Charlie (Logan Lerman). Um adolescente meio problemático que sofre com dramas pessoais desde a infância até juventude recente. Mas as coisas melhoram quando ele redescobre a amizade. É aí que surgem Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller), que abraçam o jovem e mostram a ele como a vida pode ser boa ao lado de bons amigos.</p>
<p>O filme, apesar de se passar em um universo <em>highschool</em> norte-americano, foge do esquema patinho feio, jogador de futebol e rainha do baile. É leve, divertido, mas ao mesmo tempo trata de temas densos, e o diretor/autor do livro homônimo Stephen Chbosky soube amarrar muito bem as historias dos personagens fazendo a trama se desenvolver com muita fluidez e naturalidade, diga-se de passagem..</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="As Vantagens de Ser Invisível" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel-Mary-Elizabeth-Charlie-Sam-Patrick-Julia-.jpg" alt="As vantagens de ser invisivel Mary Elizabeth Charlie Sam Patrick Julia  As Vantagens de Ser Invisível" width="600" height="279" /></p>
<p style="text-align: left;">O longa é emocionante e qualquer pessoa que já tenha sofrido com indiferença, amizades e preconceitos irá se identificar.</p>
<p style="text-align: left;">A trilha sonora é outro ponto chave do filme e pra quem é fã de uma boa musica vai curtir e cantar junto ao som de The Smiths, New Order, Sonic Youth e não poderia deixar de citar David Bowie com a música mais marcante do filme, “Heroes”, ou como fica conhecido pelos três amigos, a “música do túnel”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="As Vantagens de Ser Invisível" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel-Sam-Cena-Tunel-600x337.jpg" alt="As vantagens de ser invisivel Sam Cena Tunel 600x337 As Vantagens de Ser Invisível" width="600" height="337" /></p>
<p>A atuação de Logan Lerman como Charlie, é muito convincente. Ele consegue passar com muita destreza todo sofrimento e agonia que tomam conta do personagem em seus piores momentos.</p>
<h2>Sobre a “grande estrela” do filme, Emma Watson</h2>
<p>Eu, pessoalmente, tive bastante receio quanto à atuação da ex-bruxa Hermione, mas felizmente ela consegue apagar qualquer rastro da bruxinha de <strong>Harry Potter</strong>, em uma atuação interessante e bastante completa, digna de uma atriz veterana do tapete vermelho. Outro destaque é Ezra Miller no papel de Patrick, personagem muito bem construído, bastante carismático e divertido. Juntos o trio de jovens dá um show de interpretação e consegue envolver tanto os colegas de elenco, quanto quem os assiste.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel-Charlie-Logan-lerman.jpg"><img class="aligncenter" title="As Vantagens de Ser Invisível" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/10/As-vantagens-de-ser-invisivel-Charlie-Logan-lerman-600x390.jpg" alt="As vantagens de ser invisivel Charlie Logan lerman 600x390 As Vantagens de Ser Invisível" width="600" height="390" /></a></p>
<p>Um alerta: se algum dia de sua vida você já se sentiu insignificante, ou teve algum problema em se relacionar com outras pessoas, este filme será muito bonito e inspirador e você correrá sérios riscos de chorar muito.</p>
<p>Agora caso você tenha sido uma pessoa popular, com autoestima sempre elevada e com uma confiança inabalável, este será só um filme chato sobre perdedores.</p>
<p>Pelas lagrimas que minha noiva derramou e pela felicidade compartilhada ao longo do filme a minha nota é</p>
<p><img title="As Vantagens de Ser Invisível" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip5.jpg" alt="caip5 As Vantagens de Ser Invisível" /></p>
<p>Ps.: Esse texto foi redigido e editado por mim e pela minha noiva Nathália Martins que eu tanto amo! Esperamos que vocês gostem, e assistam ao filme.</p>
<p>Ps.2: Esse filme me deu muita vontade de andar na carroceria de uma caminhonete no túnel da Cristiano Machado, em Belo Horizonte.</p>
<p><strong>Título original:</strong> The Perks of Being a Wallflower<br />
<strong>Direção: </strong>Stephen Chbosky<br />
<strong>Roteiro: </strong>Stephen Chbosky<br />
<strong>Elenco: </strong>Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller<br />
<strong>Lançamento: </strong>18/10/2012</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-as-vantagens-de-ser-invisivel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; Os Mercenários 2</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-os-mercenarios-2/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-os-mercenarios-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2012 19:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>naSavassi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[os mercenários]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=18920</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. Foto: Reprodução/Cinema de Buteco Enquanto o primeiro filme da série decepcionou...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/09/ps-mercenarios-2-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Reprodução/Cinema de Buteco</em></p>
<p>Enquanto o primeiro filme da série decepcionou muitos fãs do cinema de ação dos anos 80, a continuação dirigida por Simon West acertou os ponteiros (ou a mira, fica ao seu critério) e acabou resultando em uma das produções mais engraçadas e divertidas da temporada. Claro que a missão seria arriscada e perigosa até mesmo para o time liderado por Sylvester Stallone, Jason Statham e Jet Li, mas basta um pouco de senso de humor e consciência de que certas coisas não precisam ser levadas à sério para transformar Os Mercenários 2 em uma sessão deliciosa.</p>
<p>A trama começa com um resgate dos mais improváveis e logo deixa claro para o espectador: Jean Claude Van Damme é o vilão da história, que desde o início envolve uma verdadeira série de piadinhas rasteiras capazes de arrancar risadas tanto dos musculosos desmiolados que gostam apenas de explosões quanto do público mais exigente e que se permite assistir besteiras de vez em quando.</p>
<p>O grupo liderado por Stallone sofre uma emboscada durante uma missão e um de seus integrantes é assassinado friamente pelo vilão sarcástico Van Damme (chamado de “Vilain”), que depois de enfiar uma faca no peito do caçula dos Mercenários (detalhe que ele usa o pé, justamente como nos velhos tempos em que ele estava no auge da forma física) se despede com um sorriso infantil e um irritante “tchauzinho”. O grupo não fica nada feliz com o nanico belga fã da Gretchen e jura vingança, com direito a uma bela luta final entre Stallone e Van Damme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/09/os-mercenarios-2-chuck-norris.jpg" alt="" width="666" height="469" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Reprodução/Cinema de Buteco</em></p>
<p>Muita gente ficou decepcionada com Os Mercenários por ficarem com a sensação de serem enganados. Afinal, todo mundo esperava ver Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger e Stallone em ação juntos. Se no primeiro filme, o único momento com os três juntos foi durante um breve encontro dentro de uma igreja, em Os Mercenários 2 a espera é compensada em grande estilo. Os três atores aparecem juntos atirando e batendo nos vilões, imbatíveis e revivendo toda a glória do passado. O melhor de tudo é que a sequência não é nada patética, como poderia muito bem acontecer se tratando de um filme sobre os egos do passado.</p>
<p>Um dos melhores (ou mais engraçados) momentos é justamente na apresentação do personagem de Chuck Norris. Com direito a trilha sonora de Ennio Morricone, o lendário ator faz jus para toda a fama ganhada junto aos internautas da nova geração e destrói um exército inteiro sozinho, salvando a pátria e a pele do grupo liderado por Stallone. Também merece atenção especial a sequência em que os heróis estão presos dentro de uma mina e Dolph Lundgren tenta usar seus conhecimentos em química para provocar uma explosão. A piada pode passar despercebida para a parcela do público que desconhecer o fato de que o ator é um verdadeiro gênio e também se destaca em outras áreas.</p>
<p>Com cenas de ação que funcionam melhor que no primeiro filme, o roteiro bobinho acaba sendo compensado justamente pela química entre os atores, que parecem crianças brincando num parque pela primeira vez. Mesmo quando Schwarzenegger, o mais enferrujado do grupo, exagera nos seus bordões ou age como se fosse um boneco de cera, Os Mercenários 2 é garantia de diversão. Daquelas que você faz sem o menor medo de ser julgado.</p>
<p><strong>Título: </strong>Os Mercenários 2 <em>(The Expendables 2)</em></p>
<p><strong>Gênero: </strong>Ação</p>
<p><strong>Direção: <em></em></strong>Simon West</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Sylvester Stallone, Jason Statham, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Jet Li, Chuck Norris, Jean Claude Van Damme, Dolph Lundgren, Terry Crews, Randy Couture, Scott Adkins e Liam Hemsworth.</p>
<p><strong>Nota: <img class="alignnone" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="" width="185" height="50" /></strong></p>
<p><strong>Trailer: </strong></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/gUFuPkQ8yjI" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-os-mercenarios-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema de Buteco &#8211; O Legado Bourne</title>
		<link>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-legado-bourne/</link>
		<comments>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-legado-bourne/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2012 18:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>naSavassi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[bourne]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de buteco]]></category>
		<category><![CDATA[legado bourne]]></category>
		<category><![CDATA[Savassi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.nasavassi.com.br/?post_type=cultura&#038;p=18838</guid>
		<description><![CDATA[Confira aqui uma nova coluna do Cinema de Buteco sobre um dos filmes em cartaz na Savassi. Foto: Reprodução/Cinema de Buteco &#8220;O Legado Bourne&#8221; é uma expansão do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="700">Confira aqui uma nova coluna do <span style="color: #008000;"><strong><a title="http://www.cinemadebuteco.com.br/" href="http://www.cinemadebuteco.com.br/" target="_blank"><span style="color: #008000;">Cinema de Buteco</span></a></strong></span> sobre um dos filmes em cartaz na Savassi.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/09/o-legado-bourne-1.jpg" alt="" width="620" height="375" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Reprodução/Cinema de Buteco</em></p>
<p>&#8220;O Legado Bourne&#8221; é uma expansão do universo iniciado na série &#8220;Identidade Bourne&#8221;, que gerou três filmes estrelados por Matt Damon na pele do agente Jason Bourne. Porém, o novo longa-metragem troca o foco para um novo agente, desta vez vivido por Jeremy Renner (&#8220;Os Vingadores&#8221; e &#8220;Missão: Impossível – Protocolo Fantasma&#8221;).</p>
<p>Tony Gilroy, roteirista dos filmes anteriores, acumula a função de cuidar da direção e roteiro, se mostrando um aluno aplicado da herança deixada por Doug Liman (&#8220;Identidade Bourne&#8221;) e Paul Greengrass (&#8220;Supremacia Bourne&#8221; e &#8220;Ultimato Bourne&#8221;).</p>
<p>Aaron Cross (Renner) está curtindo uma vida selvagem no meio das montanhas geladas e lidando com os lobos de uma maneira que deixaria Liam Neeson orgulhoso. Ele então sofre um atentado e precisa encontrar uma maneira de sobreviver antes que o seu remédio acabe ou que seja encontrado pelo governo. Para isso contará com a ajuda da doutora Marta Shearing (Rachel Weisz), uma das pessoas encarregadas de cuidar e avaliar o condicionamento físico de todos os outros agentes de um projeto semelhante ao Treadstone, dos filmes originais. Claro que no meio do caminho a dupla encontrará vários inimigos e terá que fugir das autoridades e dos capachos do governo, todos com o objetivo de liquidar Cross e Shearing.</p>
<p>Com cenas introdutórias que remetem diretamente ao filme &#8220;Missão: Impossível 2&#8243;, quando Tom Cruise está no deserto escalando montanhas num calor escaldante, o novo filme logo deixa claro que se passa paralelamente aos eventos de &#8220;Ultimato Bourne&#8221;. Esse detalhe é curioso e muito positivo, já que ignorar os outros filmes seria desnecessário, para não dizer frustrante. Porém, o conceito de originalidade do projeto fica limitado aos belos momentos do primeiro ato, pois logo depois a ação começa a acontecer na cidade e tudo é exatamente idêntico ao material que os fãs já conhecem muito bem. É interessante rever velhos conhecidos, como Pam Landy (Joan Allen) e Albert Hirsh (Albert Finney).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2012/09/edward-norton-o-legado-bourne-jeremy-renner.jpg" alt="" width="648" height="365" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Reprodução/Cinema de Buteco</em></p>
<p>O problema de &#8220;O Legado Bourne&#8221; é que Gilroy tentou apenas recriar a sensação da trilogia ao invés de se esforçar em criar o seu próprio conceito, em levar a franquia por outros caminhos. E ele falha miseravelmente em suas tentativas de imitar a tensão dos dois últimos filmes, se limitando a criar boas situações que acabam deixando a desejar durante o desenvolvimento. Por exemplo, a sequência em que Cross invade uma casa e salva a vida de Shearing: se tudo acontecesse privilegiando o suspense e mostrasse o agente dominando os vilões, ok, poderia ter rendido um dos melhores momentos, mas Gilroy investiu mais na porrada. Claro que por ser um filme de ação, é preciso incluir muitos socos e deixar os personagens com sangue no olho, mas tudo tem o seu momento. A sequência mencionada não precisava disso.</p>
<p>Outra cena que fica muito abaixo da expectativa é aquela que confirma a essência do DNA Bourne: uma perseguição desenfreada de moto toma conta de praticamente o terceiro ato inteiro. Cross e Shearing estão fugindo de uma versão humana incansável do andróide T-1000, de &#8220;O Exterminador do Futuro 2&#8243;, e a sequência inteira não é nem de longe tão eletrizante quanto ao que Matt Damon faz no primeiro filme. Claro que existem bons momentos (a moto descendo a escada – me lembrei imediatamente do Legolas descendo uma escada com um escudo improvisado de skate em &#8220;O Senhor dos Anéis – As Duas Torres&#8221;), mas a finalização do vilão não ficou devendo em nada para os momentos mais brutais de Jackass.</p>
<p>Ainda que a introdução seja mesmo o momento marcante (ao lado da simples e eficiente apresentação do personagem de Edward Norton) de &#8220;O Legado Bourne&#8221;, não se deve ignorar que os defeitos não foram o suficiente para diminuir o brilho do trabalho de Renner como o “novo Bourne” e o quanto ele está bem no papel, que confirma seu momento como um dos grandes nomes dos filmes de ação atuais. Suas cenas farão os adeptos do Parkour se empolgarem. A expectativa é que os produtores tenham o mínimo de originalidade e não resolvam inventar um romance secreto para o personagem depois de matarem o seu grande amor, pois, de resto, incluindo a música tema “Extreme Ways”, de Moby, a franquia Bourne continua muito bem vinda entre os espectadores ávidos por ação.</p>
<p><strong>Título: </strong>O Legado Bourne <em>(The Legacy Bourne)</em></p>
<p><strong>Gênero: </strong>Ação</p>
<p><strong>Direção: </strong>Tony Gilroy</p>
<p><strong>Classificação: </strong>14 Anos</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward Norton, Stacy Keach, Oscar Isaac, Albert Finney, Joan Allen, David Strathairn, Scott Glenn</p>
<p><strong>Nota: <img class="alignnone" src="http://www.cinemadebuteco.com.br/wp-content/uploads/2011/10/caip3.5.jpg" alt="" width="185" height="50" /></strong></p>
<p><strong>Trailer: </strong></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/GBnw1PoCkzY" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.nasavassi.com.br/cultura/cinema-de-buteco-o-legado-bourne/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
